As incubadoras de base tecnológica são essenciais para impulsionar a inovação e fortalecer o desenvolvimento regional, porém ainda enfrentam desafios relacionados à gestão, infraestrutura e adaptação a contextos específicos, especialmente em regiões como o Oeste do Pará. Embora existam referenciais nacionais e internacionais para gestão de incubadoras, muitos deles são genéricos e pouco sensíveis às particularidades territoriais, ao perfil de negócios da Amazônia e às demandas de incubadoras voltadas à base tecnológica e à bioeconomia. Este trabalho tem como objetivo propor um modelo de gestão e operação adaptado à realidade local, oferecendo diretrizes práticas, métricas e processos aplicáveis à Incubadora do Tapajós (InTap). A pesquisa adota abordagem exploratória-descritiva, com revisão bibliográfica, estudo de caso, entrevistas com atores de ecossistema e análise documental. Os dados serão analisados por métodos qualitativos e quantitativos. Espera-se como resultado a elaboração de um Guia de Boas Práticas que supere limitações dos modelos existentes, contribuindo para uma gestão mais eficiente e replicável em incubadoras com características semelhantes.
Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal do Pará, especialista em Gestão Escolar pela Universidade Federal do Oeste do Pará e mestranda em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação pelo PROFNIT. Atua no terceiro setor, desenvolvendo ações voltadas à educação para o mundo do trabalho, especialmente junto a adolescentes e jovens. Possui experiência em Educação Superior e em práticas pedagógicas em contextos não escolares, com ênfase em Pedagogia Empresarial.
O presente trabalho apresentou um estudo sobre o Direito Autoral e os Recursos Educacionais Abertos (REA), com o objetivo de disseminar o conhecimento sobre propriedade intelectual entre adolescentes e jovens. A pesquisa foi desenvolvida a partir de revisão bibliográfica, com abordagem qualitativa e descritiva, buscando compreender como os direitos autorais se aplicam ao contexto digital e às novas formas de compartilhamento de conteúdo, especialmente nas mídias sociais. Como resultado, elaborou-se um produto técnico-pedagógico: um e-book em formato de história em quadrinhos intitulado “Direito Autoral em Quadrinhos”, que aborda o tema do direito autoral na música. O material foi produzido com foco na popularização do conhecimento, utilizando linguagem simples, próxima do público jovem, e recursos visuais inspirados em paisagens amazônicas que valorizam elementos culturais e naturais da região. A narrativa, protagonizada por personagens jovens, apresenta situações cotidianas envolvendo o uso e o compartilhamento de obras musicais, exemplificando aspectos de autoria, licenciamento e uso ético de conteúdos disponíveis na internet. Essa abordagem visual e narrativa buscou tornar o aprendizado mais acessível e contextualizado, aproximando os conceitos jurídicos da realidade digital do público-alvo. Para avaliar a efetividade do produto e a compreensão dos conceitos apresentados, aplicou-se a HQ junto a dois grupos: jovens aprendizes e alunos do PROFNIT/UFOPA. A atividade envolveu a leitura do e-book e o preenchimento de um formulário avaliativo, destinado à verificação do entendimento e da percepção sobre o material. Os resultados indicaram boa aceitação e assimilação dos conteúdos, revelando que a HQ contribuiu para a compreensão dos conceitos de direito autoral e estimulou reflexões sobre o uso responsável de conteúdos nas mídias sociais. Assim, o estudo demonstrou que o produto técnico-pedagógico alcançou seus objetivos ao integrar conhecimento jurídico e estratégias criativas de comunicação, evidenciando o potencial das histórias em quadrinhos como ferramenta de ensino e sensibilização sobre os direitos autorais e reforçando o papel dos REA na democratização do saber.
O produto apresenta situações práticas envolvendo o uso de obras musicais em mídias sociais, abordando autoria, licenciamento e uso ético de conteúdos. A narrativa utiliza personagens jovens inseridos em cenários inspirados na região amazônica, reforçando a identificação com o público-alvo. O formato em quadrinhos foi escolhido por sua capacidade de explicar conceitos jurídicos de maneira visual, direta e acessível.
A HQ foi aplicada a dois grupos — jovens aprendizes e alunos do PROFNIT/UFOPA — por meio de leitura do e-book e preenchimento de formulário avaliativo. Os resultados demonstraram boa compreensão dos conteúdos e indicaram que o material contribui para o entendimento dos direitos autorais e para a reflexão sobre práticas responsáveis nas redes sociais.
Assim, “Direito Autoral em Quadrinhos” configura-se como um recurso educativo de caráter aberto, destinado à popularização do direito autoral e à promoção do uso consciente de conteúdos digitais.