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Estudos de futuro para acelerar a bioeconomia amazônica e nordestina, conectando inovação regional ao ecossistema europeu.

O projeto Model-Bio é uma iniciativa estratégica, apoiada pelo CNPq, para elaborar estudos de futuro, concentrando-se em três pilares fundamentais:

(i) modelos de transferência de tecnologia,

(ii) desenvolvimento de rotas para a bioeconomia na Amazônia e Nordeste do Brasil, e

(iii) o fortalecimento de redes de inovação regionais através da cooperação internacional. O objetivo é transformar a vasta biodiversidade brasileira em produtos de alto valor agregado, superando o modelo atual de exploração de commodities e garantindo soluções para desafios globais como segurança alimentar e sustentabilidade.

Apesar de deter a maior biodiversidade do mundo, o Brasil perdeu protagonismo no debate global da bioeconomia e possui uma participação inexpressiva nos mercados de produtos compatíveis com a floresta. As principais barreiras identificadas são a ausência de uma estratégia nacional clara, a falta de modelos de negócios modernos baseados em tecnologia e a ambiguidade semântica sobre o conceito de bioeconomia, o que dificulta a formulação de políticas públicas eficazes.
O Model-Bio propõe a elaboração de “estudos de futuro” que envolvem o mapeamento de cadeias produtivas, prospecção tecnológica e benchmarking com arranjos produtivos do Nordeste e da Europa. A hipótese central é que essas ações direcionarão a criação de modelos de negócios capazes de promover a transferência de tecnologia e a internacionalização de produtos amazônicos.
Para isso, uma estratégia chave é a conexão com a Rede Europeia de Polos de Inovação Digital (via UNINOVA/GRIS) para modelar um piloto de “Polo Amazônico de Bioeconomia” (PABI), utilizando a metodologia de “testar antes de investir” e aproveitando o destaque que o tema da bioeconomia tem ganhado em agendas globais, como a realização da COP-30 em Belém-Pará em 2025.

Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)

Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

Museu de Ciência da Amazônia (MuCA)

Instituto SENAI de Tecnologia de Alimentos – Goiás

Instituto Nacional de Propriedade Industrial(INPI)

Polo de Referência em Bioeconomia do SEBRAE

Universidade de Lisboa (ULisboa), Portugal

Universidade NOVA de Lisboa (UNL), Portugal

Resultados

Esperados

Preliminares

Como parte da fase de elaboração da proposta, foi realizada uma prospecção tecnológica prévia em bases de patentes. Esta análise inicial revelou que as cadeias produtivas da Amazônia possuem um número muito reduzido de patentes depositadas, indicando uma grande oportunidade para desenvolvimento tecnológico. Esses números são inexpressivos quando comparados a insumos como a Aloe Vera, que possui mais de 40 mil patentes, indicando uma baixa maturidade tecnológica nos ativos da biodiversidade amazônica e reforçando a necessidade do projeto.
Posteriormente, foi desenvolvido um framework metodológico de busca aplicada às bases de dados científicas e patentárias no âmbito do projeto, com foco na cadeia produtiva do guaraná. O objetivo do framework é mapear o conhecimento e a tecnologia existentes sobre o tema, seguindo um fluxo estruturado de identificação, filtragem e análise de dados.
A estratégia para bases de dados científicas (não patentárias) foi dividida em três fases principais: planejamento, construção da estratégia e organização dos dados. No planejamento, definiu-se o escopo da busca, selecionando-se bases como Scopus e Web of Science. A construção da estratégia envolveu seis etapas: (1) definição da busca, (2) identificação de termos técnicos, (3) configuração nas plataformas, (4) aplicação de filtros (idioma, tempo, área), (5) limpeza de dados (remoção de duplicatas e inconsistências) e (6) consolidação dos resultados. Ao final, após a aplicação de todos os filtros e remoção de duplicatas (por DOI e ISBN), restaram 787 textos aptos para análise bibliométrica e revisão sistemática, a partir de um conjunto inicial de 1.342 documentos brutos recuperados.
Para as bases patentárias, o processo seguiu um rigor metodológico similar, utilizando plataformas como Questel Orbit e Espacenet. As etapas incluíram: (1) definição do escopo tecnológico da cadeia, (2) identificação de termos técnicos equivalentes, (3) configuração da busca nas plataformas, (4) progressão da busca utilizando classificações internacionais de patentes (IPC e CPC), (5) limpeza dos dados para eliminação de duplicatas e (6) união e combinação dos resultados finais. Este processo gerou planilhas consolidadas que integram famílias de patentes, citações e dados de titulares, permitindo uma avaliação jurídica e tecnológica do cenário.
Este estudo está disponível aqui: https://drive.google.com/file/d/1Y2DHCR5dnnDMIxuwR15aNVS0R5o_Tnmh/view?usp=drive_link

Açaí (Euterpe oleracea): 125

Jambu (Spilanthes acmella): 64

Guaraná (Paullinia cupana): 171

Castanha do Pará (Bertholletia excelsa): 93

Cupuaçu (Theobroma grandiflorum): 55

Documentos

[ARTIGO] Benchmarking entre os Ecossistemas de Inovação Amazônico e Português com foco na Bioeconomia

Este artigo tem como objetivo identificar as estratégias para o desenvolvimento amazônico, por meio da análise de benchmarking entre os ecossistemas de inovação focados na bioeconomia do estado do Pará e a bioeconomia gerada em Portugal. A metodologia adotada incluiu uma abordagem qualitativa, combinando revisões de literatura, coleta de dados estatísticos e estudos de caso comparativos entre as duas regiões. Como tal, foram utilizados dados de instituições governamentais e organizações internacionais para identificar políticas, atores e ecossistema regional. Os resultados demonstram que, enquanto Portugal possui um ecossistema de inovação consolidado com uma infraestrutura estruturada e políticas de incentivo bem estabelecidas, o Estado do Pará enfrenta desafios significativos relacionados à infraestrutura e à falta de integração entre os atores locais. A comparação revelou que a colaboração entre instituições e a presença de políticas públicas consistentes são cruciais para o sucesso de atividades com foco na bioeconomia.

https://www.rbgdr.net/revista/index.php/rbgdr/article/view/7850

[ARTIGO] Strategies for Bioeconomy Development: Insights into Brazil’s New Industrial Policy

O Brasil pode liderar iniciativas de economia verde ao integrar a biodiversidade às indústrias tradicionais. Este artigo examina as diversas oportunidades e desafios da nova política industrial brasileira, com foco na bioeconomia como motor da neoindustrialização. O estudo destaca a biodiversidade e os recursos naturais incomparáveis ​​do Brasil e posiciona o país no centro das discussões globais sobre a transição econômica sustentável. A análise abrange políticas de 2002 a 2022 e o programa Nova Indústria Brasil (NIB), lançado em 2024, enfatizando o papel crucial da bioeconomia na promoção da equidade social, da proteção ambiental e do crescimento econômico. As informações aqui apresentadas visam orientar a formulação de políticas e abrir um diálogo com a comunidade internacional de ciência e inovação sobre o potencial impacto da bioeconomia no desenvolvimento socioeconômico do país.

 

https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-031-86660-9_9

Relatórios

1. Relatório Model-Bio – Conceito de Bioeconomia

Este documento apresenta uma revisão ampla sobre o que é bioeconomia, reunindo definições de governos (Brasil, UE, EUA, China, Pará, Amazonas) e da academia. Discute as três grandes visões de bioeconomia (biotecnológica, de biorrecursos e bioecológica) e suas subvariantes, como sociobioeconomia, bioeconomia amazônica, circular e restaurativa. O texto ajuda a entender quais atividades podem ou não ser consideradas parte da bioeconomia, especialmente no contexto da Amazônia, e aponta temas para pesquisas futuras.

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2. Framework metodológico e sistema especialista para prospecção em Bioeconomia (Extrato condensado)

Este extrato resume o framework de inteligência de dados do projeto Model-Bio, que combina planejamento estratégico, buscas avançadas em bases científicas e de patentes e uso de IA. O método é dividido em três estágios (Planejamento, Varredura e Agilidade, Design e Ação) e define critérios para escolher cadeias produtivas, como origem no bioma, impacto econômico e potencial tecnológico. Também descreve um sistema especialista baseado em PLN que identifica tendências, sinais fracos de inovação e oportunidades de mercado para cadeias como o guaraná, apoiando decisões em P&D, modelos de negócio e políticas para bioeconomia.

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3. Estratégia de busca em bases científicas e patentárias – cadeia produtiva do guaraná (Extrato condensado)

Este documento descreve, de forma sistematizada, a metodologia de busca em bases científicas e de patentes aplicada à cadeia produtiva do guaraná no âmbito do projeto Model-Bio. A estratégia é organizada em fases de planejamento, construção da busca e organização/exportação dos dados, detalhando definição de escopo, seleção de palavras-chave (como Paullinia cupana e termos ligados à bioeconomia amazônica), configuração das consultas em bases como Scopus, Web of Science, PubMed, SciELO, Espacenet e Questel Orbit, além da aplicação de filtros e limpeza dos dados. O extrato também apresenta o passo a passo para combinação dos resultados, tratamento de duplicidades e consolidação de uma base final de documentos (científicos e patentários) apta para análises bibliométricas e prospecção tecnológica da cadeia do guaraná.

👉 link para o relatório

Cronograma

As atividades do Model-Bio foram planejadas para serem executadas nos anos 2024-2026. Anualmente, os objetivos a cumprir são:

Ano 1

2024: Foco no mapeamento das cadeias produtivas, prospecção tecnológica, e determinação das inter-relações com indicações geográficas. As atividades de benchmarking e modelagem de negócios também são iniciadas.s.

Ano 2

2025: Continuação e aprofundamento do benchmarking com arranjos produtivos europeus e desenvolvimento dos modelos de negócios para transferência de tecnologia.

Ano 3

2026: Finalização do benchmarking, consolidação dos modelos de negócio e conclusão da modelagem do Polo Experimental de Inovação Digital (PIDEB) em conexão com a rede europeia. Os aobjetivos estão distribuídos trimestralmente, conforme a imagem abaixo:

Agenda de Oficinas, Eventos e Missões

Oficinas e eventos

Serão realizados workshops híbridos para kick-off e apresentação de resultados ao longo do projeto, além de participação em seminários e palestras para difusão do conhecimento. 

Evento / Programa
JINO 2024 — Jornada de Inovação da Ufopa 

Data e horário
17 de outubro de 2024, 8h às 12h 

Local
Sala 432 – IEG/BMT/Ufopa 

Tipo
Workshop / Oficina

Facilitadores

Bruno Almeida da Silva

Enéias Monteiro da Silva

Rosinei de Sousa Oliveira

Evento / Programa
JINU 2025 — Jornada de Inovação da Ufopa 

Data e horário
19 de outubro de 2025, 15h às 17h30 

Local
Sala 48 – InTap/NTB/Ufopa 

Tipo
Oficina (Hands On)

Facilitador

Bruno Almeida da Silva 

Facilitador: José Roberto Branco Ramos Filho

Evento: XII Semana Integrada de Ensino, Pesquisa e Extensão (SIEPEX)

Evento: Jornada de Inovação da Ufopa – JINU 2025

Facilitador: José Roberto Branco Ramos Filho

Evento: Jornada de Inovação da Ufopa – JINU 2025

Mediador: José Roberto Branco Ramos Filho

Evento: Jornada de Inovação – JINO 2024

Mediador: Celson Pantoja Lima

Facilitador: José Roberto Branco Ramos Filho

Evento: Jornada de Inovação da Ufopa – JINU 2025

Mediador: Rosinei de Sousa Oliveira

Evento: Jornada de Inovação da Ufopa – JINU 2025

Mediador: José Roberto Branco Ramos Filho

Facilitadores: Aloisio Costa Barros, Celson Pantoja Lima, Enéias Monteiro da Silva

Evento: Jornada de Inovação da Ufopa – JINU 2025

Mediador: Celson Pantoja Lima

Evento: Jornada de Inovação da Ufopa – JINU 2025

Mediador: José Roberto Branco Ramos Filho

Evento: Jornada de Inovação da Ufopa – JINU 2025

Missões internacionais

Faz parte do desenvolvimento do projeto a execução de missões internacionais com destino a Portugal, em função das parcerias com o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), da Universidade de Lisboa (ULisboa) – foco em mapeamento de cadeias, prospecção tecnológica e benchmarking econômico – e com o Instituto de Desenvolvimento de Novas Tecnologias (UNINOVA), da Universidade NOVA de Lisboa (UNL) – foco em modelagem de negócios comunitários e criação do PIDEB em articulação com Polos Europeus de Inovação Digital. No ano de 2024 aconteceram três missões com destino ao ISEG. Em 2025 ocorreu uma nova missão ao ISEG. Ainda em 2025, no mês de dezembro, ocorrerão duas novas missões, sendo uma ao ISEG e outra à UNINOVA. Para o ano de 2026 estão previstas mais quatro missões às instituições parceiras, sendo três que iniciarão no primeiro semestre e uma que ocorrerá no segundo semestre.

Missões executadas 2024

Rosinei de Sousa Oliveira

A missão internacional teve como escopo fundamental o alinhamento conceitual e metodológico entre as perspectivas de bioeconomia da Amazônia e da Europa, visando robustecer os pacotes de trabalho referentes ao mapeamento de cadeias produtivas, prospecção tecnológica e modelagem de novos negócios. Sob a supervisão do Dr. Joaquim Ramos Silva, o pesquisador liderou a construção de um framework multicritério inédito para seleção de cadeias prioritárias, integrando dimensões ambientais, econômicas e tecnológicas que harmonizam a visão sociobiodiversa brasileira com a lógica industrial europeia. Adicionalmente, foi realizado um extenso benchmarking institucional e mercadológico, mediante visitas técnicas a incubadoras e redes de varejo, permitindo identificar boas práticas de governança, rastreabilidade e certificação aplicáveis ao contexto regional amazônico. Os resultados obtidos incluem a consolidação de matrizes comparativas de maturidade tecnológica, o fomento a novas linhas de pesquisa em Inteligência Artificial e Estudos de Futuro junto ao Lab Cria/UFOPA e o fortalecimento da cooperação científica bilateral, estabelecendo as bases para um modelo de inovação territorial que conecta a preservação da floresta a estratégias globais de valorização econômica.

Tatiane Luciano Balliano

Esta missão apresenta uma análise comparativa estratégica entre as cadeias produtivas da bioeconomia e economia azul do Brasil e de Portugal, avaliando aspectos de inovação, políticas de incentivo e integração de mercados. A missão, que incluiu incursões técnicas na França e em cidades portuguesas como Lisboa, Porto e Braga, evidenciou que, enquanto Portugal avança na biotecnologia marinha, o Brasil possui enorme potencial em bioprodutos, embora limitado por dificuldades de escala e regularidade que exigem cooperativismo estruturado. O principal resultado tangível foi o desenvolvimento, no ISEG, da “Régua de Maturidade de Cadeia Produtiva”, uma ferramenta de diagnóstico validada com sucesso em cooperativas de cacau na Bahia — em parceria com o INPI —, confirmando a aptidão desta cadeia para a exportação. Além da articulação institucional, a pesquisadora atuou no desenvolvimento técnico no hub Idea Atlântico, contribuindo para a prototipagem de bioplásticos à base de algas. As observações de mercado, abrangendo desde o varejo B2C em feiras até modelos B2B2C em grandes superfícies, demonstraram que produtos naturais brasileiros como açaí e castanhas já ocupam espaço relevante no cotidiano europeu, mas a expansão competitiva para setores de maior valor agregado, como cosméticos e fitoterápicos, depende imperativamente da elevação do nível de maturidade tecnológica e de gestão das empresas nacionais para superar barreiras de entrada e sustentar a internacionalização.


Luciana Peixoto Santa Rita

O estágio internacional de pesquisa teve como objetivo aprofundar os estudos sobre bioeconomia e políticas industriais sustentáveis. Durante o período, foi executada uma ampla investigação em bases acadêmicas e financeiras de prestígio, como Scopus, Web of Science, Bloomberg e Orbis, essenciais para fundamentar análises comparativas entre Brasil e Europa. A missão integrou também uma agenda de articulação institucional, envolvendo reuniões estratégicas com a Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Associação Empresarial de Portugal (AEP) e universidades como a de Coimbra, visando discutir tendências em sustentabilidade. A produção acadêmica foi expressiva, destacando-se a participação na Conferência TAKE 2024 com a apresentação do estudo “Strategies for Bioeconomy Development”, que analisa a Nova Indústria Brasil. Este trabalho resultou na publicação de um capítulo de livro pela editora Springer e somou-se à publicação de um artigo em periódico Qualis A1, a Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional, focado no benchmarking de ecossistemas de inovação. Além disso, foram elaborados dois artigos técnicos difundidos na plataforma SSRN, que investigam riscos e políticas de financiamento para PMEs inovadoras, utilizando modelagem estatística para comparar instrumentos de apoio no Brasil e em Portugal. O estágio fortaleceu significativamente a inserção do pesquisador em redes internacionais, consolidando a bioeconomia como pilar central para o desenvolvimento industrial sustentável.

Missões executadas 2025

Rosinei de Sousa Oliveira

A missão internacional teve o propósito de avaliar os avanços do projeto Model-Bio desde o estágio de 2024 e aprofundar a integração estratégica entre bioeconomia, inovação territorial e transformação digital. A agenda técnica concentrou-se na revisão crítica de entregáveis fundamentais, como os critérios de priorização de cadeias produtivas (WP3), a matriz de benchmarking institucional (WP6) e os frameworks de modelagem de negócios (WP7), que foram aprimorados para incorporar variáveis essenciais de sustentabilidade e rastreabilidade digital. Além de consolidar a parceria acadêmica com o ISEG, a missão expandiu significativamente a rede de colaboração ao incluir novas instituições como NOVA FCT, NOVA SBE, UNINOVA e CEiiA, focando na aplicação de inteligência artificial e tecnologias de baixo carbono. Como produtos científicos de alto impacto, destacam-se a publicação de um artigo na Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional e de um capítulo de livro pela Springer, sintetizando as estratégias de desenvolvimento bioeconômico. A missão marcou a evolução do projeto para uma fase de inovação aplicada, estabelecendo um cronograma para o envio de novos bolsistas em 2025 e 2026, assegurando a continuidade da cooperação luso-brasileira e a validação prática dos modelos na Amazônia.

Conheça o projeto em vídeo

Rolar para cima

Modelo Conceitual de Ecossistema de Inovação Ancorado no Direito

A dimensão da Amazônia apresenta inúmeros desafios para formação e qualificação de profissionais da saúde, em especial da área de Enfermagem, considerando ser a profissão que atende nos lugares mais remotos e por muitas vezes precisar prestar atendimento a pacientes críticos. A complexidade desse tipo de assistência exige conhecimento e domínio de protocolos clínicos específicos, segurança na tomada de decisão e agilidade, fatores estes que nem sempre são contemplados no processo formativo tradicional. Considerando, portanto, a importância das tecnologias no mundo globalizado e potencialmente conectante, as tecnologias educacionais surgem como estratégias fundamentais no contexto inovador para o ensino na área da saúde, com destaque para a Realidade Virtual Imersiva (RVI), a qual oportuniza a experiência acadêmica em cenários clínicos, porém em um ambiente controlado. Considerando a importância das tecnologias em formação em saúde, este estudo tem como objetivo avaliar e efetividade da Realidade Virtual Imersiva como ferramenta de ensino para acadêmicos de Enfermagem no contexto de avaliação inicial ao paciente crítico em áreas remotas da Amazônia. A pesquisa tem como metodologia um estudo quasi-experimental, com com abordagem quantitativa, a ser desenvolvida com acadêmicos de Enfermagem do 9º período do curso, em uma instituição de ensino em Santarém-PA. Terá como intervenção duas fases: uma aula expositiva dialogada e uma apresentação de cenário clínico simulado em ambiente de RVI através do uso de óculos. A coleta de dados ocorrerá após cada fase, com a utilização de instrumentos estruturados para a avaliação do desempenho dos acadêmicos em relação ao manuseio clínico e adesão ao método usado. A análise dos dados será estatística e inferencial. Com a realização desta pesquisa, estima-se que haja uma contribuição na qualificação no processo de ensino-aprendizagem dos acadêmicos de Enfermagem, bem como a desmistificação acerca da dificuldade em realizar uma análise clínica de pacientes críticos, sobretudo, em lugares sem muito aporte para este tipo de atendimento.

Mirna Brito Malcher Pedroso

Graduada em Enfermagem pelas Faculdades Integradas do Tapajós (FIT), Especialista em Terapia Intensiva pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Mestre em Sociedade, Ambiente e Qualidade de Vida pela Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Natureza e Desenvolvimento na Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) . No Instituto Esperança de Ensino Superior (IESPES) atua como docente desde 2013 nos cursos da área da saúde e de gestão de negócios; atuou como coordenadora da Pesquisa e Extensão entre 2023 e 2024 e atualmente coordena o Curso Bacharelado em Enfermagem. Na Universidade Federal do Oeste do Pará, atuou por dois anos como professora substituta no Instituto de Saúde Coletiva (ISCO) e como docente da Residência em Saúde da Família . Possui experiência nas áreas assistenciais em média e alta complexidade, bem como gestão dos serviços de saúde.

André Silva da Fonseca

Modelo Conceitual de Ecossistema de Inovação Ancorado no Direito

O avanço das teorias sobre ecossistemas de inovação consolidou seu uso como abordagem analítica e estratégica para compreender e orientar arranjos colaborativos entre universidades, empresas, governo e sociedade. Entretanto, a dimensão jurídica desses ecossistemas, embora central para sua estabilidade institucional e para a efetividade das políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação (CT&I), permanece pouco explorada na literatura especializada. Esta tese propõe um modelo conceitual de ecossistema de inovação ancorado no Direito, construído a partir do arcabouço jurídico brasileiro da inovação e fundamentado em diálogo com a teoria ecossistêmica contemporânea. O modelo estrutura-se em quatro módulos interdependentes — Atores Institucionais, Proposta de Valor, Instrumentos Jurídicos e Inovativos e Indicadores de Efetividade — que, articulados sob uma lógica modular e ecossistêmica, evidenciam o Direito como infraestrutura institucional de governança, integração e geração de valor. A pesquisa adota o método Design Science Research (DSR) como referencial metodológico central, permitindo o desenvolvimento e a validação iterativa do modelo por meio da revisão sistemática da literatura, da análise documental de marcos legais e institucionais e do exame de evidências empíricas nacionais. Essa integração metodológica assegura rigor teórico, coerência normativa e aderência institucional, permitindo compreender o artefato desenvolvido como uma ferramenta analítico-estrutural voltada à aferição da efetividade jurídica, institucional e socioeconômico dos ecossistemas de inovação. Como contribuição científica, a tese reformula o papel do Direito — de um mecanismo exógeno e meramente regulatório para uma estrutura constitutiva, organizadora e estratégica da inovação. Ao situá-lo como elemento integrador das relações, fluxos e competências institucionais, o modelo proposto oferece referenciais conceituais e normativos capazes de orientar a governança colaborativa, promover a segurança jurídica e fortalecer a capacidade adaptativa dos ecossistemas. Desse modo, o estudo reafirma o Direito como infraestrutura jurídica-institucional da inovação, indispensável à efetividade das políticas públicas e à geração de valor público e privado no desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro.Para demonstrar a aplicabilidade do modelo, será realizada a pesquisa-ação em turmas dos primeiro e segundo ano. Os instrumentos de coleta de dados utilizados nesta etapa são os questionários, entrevistas com os envolvidos e a observação participante, visando obter informações tanto sobre a evolução do aprendizado, quanto a experiência dos estudantes durante a aplicação do modelo.

Romero carrilho

Doutorando do Programa de Pós Graduação em Sociedade, Natureza e Desenvolvimento da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). Mestre em Propriedade Intelectual e Inovação Tecnológica – PROFNIT/Ufopa; Pós graduado em Direitos Humanos e Políticas Públicas pela Ufopa; Graduado em Direito pelo Centro Universitário Luterano de Santarém (CEULS/ULBRA).

Modelo para a orquestração de ecossistemas de inovação na amazônia

A inovação consolidou-se como um dos principais motores do desenvolvimento econômico, social e ambiental em escala global, assumindo papel estratégico na transformação de territórios e na geração de novas oportunidades. No entanto, sua materialização depende da capacidade de articular atores, recursos e ambientes de suporte em redes colaborativas, denominadas ecossistemas de inovação. A Amazônia, por sua vez, apresenta singularidades que a diferenciam de outros contextos regionais, marcadas por sua vasta biodiversidade, riqueza cultural e desafios estruturais, como desigualdades sociais, logísticas e de infraestrutura. Nesse cenário, torna-se fundamental compreender e propor formas de orquestração de ecossistemas de inovação que respeitem suas especificidades e potencialidades, visando à valorização das vocações locais e à sustentabilidade da região. A pesquisa adota uma abordagem metodológica mista, combinando revisão sistemática da literatura, análise documental e estudos de caso, de modo a integrar evidências empíricas e referenciais teóricos. Para assegurar a consistência e a aplicabilidade do modelo proposto, será realizado um processo de validação científica por meio de painel de especialistas. Como contribuição científica, foi proposto o Modelo de Orquestração de Ecossistemas de Inovação Amazônico (MOREIA), que representa uma estrutura estratégica e um conjunto de ações coordenadas que visa conectar, articular e potencializar os diversos atores dentro do contexto regional amazônico, representando um processo dinâmico e evolutivo de construção coletiva voltado ao fortalecimento da inovação. O MOREIA é organizado com as fases de mobilização, articulação, consolidação e expansão configurando um percurso estratégico para integrar atores, alinhar interesses e promover a sinergia entre os diversos habitats de inovação. Cada fase, com suas etapas específicas, contribui para a estruturação de uma governança colaborativa, baseada em confiança, aprendizado e corresponsabilidade, elementos fundamentais para o amadurecimento do ecossistema. Foram ainda identificadas funções do “orquestrador amazônico”, que é o ator-chave ou agente responsável por liderar, articular e coordenar as atividades e os recursos de um ecossistema focado na Amazônia.O referencial teórico para nortear a construção da tese visitou autores que abordaram os seguintes temas: Construcionismo, Aprendizagem Criativa, Aprendizagem Significativa, Pensamento Computacional, Autoria de Jogos e o ambiente de programação Scratch. Para a condução da pesquisa, foi adotada a metodologia Design Science Research, estruturada em seis etapas: identificação do problema, definição dos objetivos, projeto e desenvolvimento, demonstração, avaliação e comunicação.
Para demonstrar a aplicabilidade do modelo, será realizada a pesquisa-ação em turmas dos primeiro e segundo ano. Os instrumentos de coleta de dados utilizados nesta etapa são os questionários, entrevistas com os envolvidos e a observação participante, visando obter informações tanto sobre a evolução do aprendizado, quanto a experiência dos estudantes durante a aplicação do modelo.

Marcelo V. Vasconcelos

Doutorando do Programa de Pós Graduação em Sociedade, Natureza e Desenvolvimento da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). Mestre em Propriedade Intelectual e Transferencia de Tecnologia pela Universidade Federal do oeste do Pará (UFOPA). Graduação em Ciências Economicas pela Universidade da Amazônia – UNAMA. Atualmente é colaborador na Fundação de Integração Amazônica – FIAM.

Um Modelo Conceitual para apoiar o desenvolvimento do Pensamento Computacional com Jogos Digitais Educativos no Ensino Básico

A pesquisa tem como objetivo apresentar um modelo para o desenvolvimento do Pensamento Computacional na etapa escolar do Ensino Fundamental, incluindo a elaboração do modelo e a sua aplicação, além de verificar os resultados obtidos, junto a estudantes. A pesquisa visa contribuir para o desenvolvimento dos pilares do Pensamento Computacional em jovens no Ensino Fundamental por meio da utilização e autoria de jogos. Para a criação dos jogos, os estudantes utilizaram o ambiente Scratch, por ser de fácil aprendizagem e ser direcionado ao público jovem.
O referencial teórico para nortear a construção da tese visitou autores que abordaram os seguintes temas: Construcionismo, Aprendizagem Criativa, Aprendizagem Significativa, Pensamento Computacional, Autoria de Jogos e o ambiente de programação Scratch. Para a condução da pesquisa, foi adotada a metodologia Design Science Research, estruturada em seis etapas: identificação do problema, definição dos objetivos, projeto e desenvolvimento, demonstração, avaliação e comunicação.
Para demonstrar a aplicabilidade do modelo, será realizada a pesquisa-ação em turmas dos primeiro e segundo ano. Os instrumentos de coleta de dados utilizados nesta etapa são os questionários, entrevistas com os envolvidos e a observação participante, visando obter informações tanto sobre a evolução do aprendizado, quanto a experiência dos estudantes durante a aplicação do modelo.

Socorro Vânia L. Alves

Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Sociedade, Natureza e Desenvolvimento da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). Mestre em Ciências da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco (2006). Especialista em Informática para Aplicações Empresariais pela Universidade Luterana do Brasil – ULBRA. Graduação em Tecnologia em Processamento de Dados pela Universidade Federal do Pará (1998). Atualmente é docente da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), atuando no Programa de Computação – Curso de Bacharelado em Ciência da Computação e Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação. Tem experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Banco de Dados, Informática na Educação e Engenharia de Software, atuando principalmente nos seguintes temas: Aprendizagem Baseada em Jogos Digitais, Gamificação, Acessibilidade Web e Aprendizagem Colaborativa.

Wander Soares de Oliveira

Economista, Doutorando em Gestão do Conhecimento para a Inovação pela UFOPa, Mestre em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação e Especialista em Gestão da Ciência e Tecnologia e Educação Profissionalizante.Consultor nas áreas de Habitats de Inovação, Prospecção e Transferência de Tecnologia, Indicação Geográfica e Gestão do Conhecimento para Start-Ups, MPEs, Gestão Pública e ICTS.Experiencia em Planejamento Estratégico (Swot, Kpis), Gestão do Conhecimento (Inteligência Competitiva), Gestão Financeira e Gestão de Projetos.

Um Modelo para apoiar a Coordenação Participativa de Organizações Híbridas na Bioeconomia do Baixo Amazonas

A tese trata do papel das organizações híbridas na construção de ecossistemas de inovação voltados à bioeconomia amazônica, analisando como esses arranjos interinstitucionais podem articular ciência, setor produtivo, Estado e sociedade civil em processos de desenvolvimento inclusivo. O estudo parte do reconhecimento de que a Amazônia reúne desafios estruturais – como fragilidade institucional, desigualdades sociais e pressões ambientais – ao mesmo tempo em que oferece oportunidades singulares para a valorização de recursos da sociobiodiversidade. O referencial teórico combina o Modelo da Hélice Tríplice e suas derivações com contribuições recentes sobre organizações híbridas e inovação social, buscando compreender de que modo essas formas organizacionais conciliam lógicas distintas (públicas, privadas e comunitárias) em prol da sustentabilidade. Metodologicamente, a pesquisa adota abordagem qualitativa, triangulando análise documental, questionários aplicados a stakeholders e representantes das organizações, além da utilização da Análise de Redes Sociais (SNA) para identificar padrões de interação. Os resultados revelam que as organizações híbridas desempenham papel estratégico ao ampliar a integração entre atores e consolidar capacidades internas que favorecem a inovação em cadeias da bioeconomia. Evidenciam também que a adequação ao ambiente institucional e a interdependência entre atores são fatores críticos para a sustentabilidade de longo prazo. Conclui-se que tais organizações não apenas validam hipóteses sobre modelos colaborativos de inovação, mas também oferecem caminhos práticos para políticas públicas e estratégias de desenvolvimento regional baseadas na valorização da biodiversidade amazônica.

GESTÃO DA JORNADA DO EMPREENDEDOR: Guia Operacional para Incubadoras de Base Tecnológica no Oeste do Pará

As incubadoras de base tecnológica são essenciais para impulsionar a inovação e fortalecer o desenvolvimento regional, porém ainda enfrentam desafios relacionados à gestão, infraestrutura e adaptação a contextos específicos, especialmente em regiões como o Oeste do Pará. Embora existam referenciais nacionais e internacionais para gestão de incubadoras, muitos deles são genéricos e pouco sensíveis às particularidades territoriais, ao perfil de negócios da Amazônia e às demandas de incubadoras voltadas à base tecnológica e à bioeconomia. Este trabalho tem como objetivo propor um modelo de gestão e operação adaptado à realidade local, oferecendo diretrizes práticas, métricas e processos aplicáveis à Incubadora do Tapajós (InTap). A pesquisa adota abordagem exploratória-descritiva, com revisão bibliográfica, estudo de caso, entrevistas com atores de ecossistema e análise documental. Os dados serão analisados por métodos qualitativos e quantitativos. Espera-se como resultado a elaboração de um Guia de Boas Práticas que supere limitações dos modelos existentes, contribuindo para uma gestão mais eficiente e replicável em incubadoras com características semelhantes.

Aloísio C. Barros

Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (2024) – PROFNIT no ponto focal Universidade Federal do Oeste do Pará, UFOPA, Brasil, Graduado em Tecnologia de Redes de Computadores (2012) – IESPES – Santarém / PA. Atualmente é estagiário na Agência de Inovação Tecnológica da Ufopa como Gestor da Incubadora do Tapajós desde 2024. Atuou como Professor Substituto na área de computação no IFPA Campus Santarém (2022-2024), Professor do Curso de Redes do Computadores do IESPES (2015-2020) e Diretor Executivo no AMAZON Cursos (2005-2021). Tem experiência nas áreas de computação e gestão empresarial, professor/facilitador de cursos de formação e qualificação profissional e outras áreas correlacionadas

Monique Damasceno

Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal do Pará, especialista em Gestão Escolar pela Universidade Federal do Oeste do Pará e mestranda em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação pelo PROFNIT. Atua no terceiro setor, desenvolvendo ações voltadas à educação para o mundo do trabalho, especialmente junto a adolescentes e jovens. Possui experiência em Educação Superior e em práticas pedagógicas em contextos não escolares, com ênfase em Pedagogia Empresarial.

Explorando os Desafios dos Direitos Autorais nas Mídias Sociais para Adolescentes e Jovens: Uma Abordagem Através de Histórias em Quadrinhos (HQ)

O presente trabalho apresentou um estudo sobre o Direito Autoral e os Recursos Educacionais Abertos (REA), com o objetivo de disseminar o conhecimento sobre propriedade intelectual entre adolescentes e jovens. A pesquisa foi desenvolvida a partir de revisão bibliográfica, com abordagem qualitativa e descritiva, buscando compreender como os direitos autorais se aplicam ao contexto digital e às novas formas de compartilhamento de conteúdo, especialmente nas mídias sociais. Como resultado, elaborou-se um produto técnico-pedagógico: um e-book em formato de história em quadrinhos intitulado “Direito Autoral em Quadrinhos”, que aborda o tema do direito autoral na música. O material foi produzido com foco na popularização do conhecimento, utilizando linguagem simples, próxima do público jovem, e recursos visuais inspirados em paisagens amazônicas que valorizam elementos culturais e naturais da região. A narrativa, protagonizada por personagens jovens, apresenta situações cotidianas envolvendo o uso e o compartilhamento de obras musicais, exemplificando aspectos de autoria, licenciamento e uso ético de conteúdos disponíveis na internet. Essa abordagem visual e narrativa buscou tornar o aprendizado mais acessível e contextualizado, aproximando os conceitos jurídicos da realidade digital do público-alvo. Para avaliar a efetividade do produto e a compreensão dos conceitos apresentados, aplicou-se a HQ junto a dois grupos: jovens aprendizes e alunos do PROFNIT/UFOPA. A atividade envolveu a leitura do e-book e o preenchimento de um formulário avaliativo, destinado à verificação do entendimento e da percepção sobre o material. Os resultados indicaram boa aceitação e assimilação dos conteúdos, revelando que a HQ contribuiu para a compreensão dos conceitos de direito autoral e estimulou reflexões sobre o uso responsável de conteúdos nas mídias sociais. Assim, o estudo demonstrou que o produto técnico-pedagógico alcançou seus objetivos ao integrar conhecimento jurídico e estratégias criativas de comunicação, evidenciando o potencial das histórias em quadrinhos como ferramenta de ensino e sensibilização sobre os direitos autorais e reforçando o papel dos REA na democratização do saber.

O produto apresenta situações práticas envolvendo o uso de obras musicais em mídias sociais, abordando autoria, licenciamento e uso ético de conteúdos. A narrativa utiliza personagens jovens inseridos em cenários inspirados na região amazônica, reforçando a identificação com o público-alvo. O formato em quadrinhos foi escolhido por sua capacidade de explicar conceitos jurídicos de maneira visual, direta e acessível.

A HQ foi aplicada a dois grupos — jovens aprendizes e alunos do PROFNIT/UFOPA — por meio de leitura do e-book e preenchimento de formulário avaliativo. Os resultados demonstraram boa compreensão dos conteúdos e indicaram que o material contribui para o entendimento dos direitos autorais e para a reflexão sobre práticas responsáveis nas redes sociais.

Assim, “Direito Autoral em Quadrinhos” configura-se como um recurso educativo de caráter aberto, destinado à popularização do direito autoral e à promoção do uso consciente de conteúdos digitais.